segunda-feira, 28 de junho de 2010

4 colocado campeonato brasileiro e desrespeito com os atletas



Domingo dia 27 estive em Bh minas gerais para a 2 etapa do campeonato brasileiro de duathlon, que foi realizado na lagoa da pampulha um lugar muito lindo, com muita gente assistindo a prova, foi uma manhã tranquila não estava muito frio temperatura bem agradável . Hoje vou escrever algo um pouco diferente vou falar um pouco sobre a prova, mais o texto será afim de abrir olhos de muitas pessoas.

Prova
Primeiramente que perdemos hora fui pra prova só com 1 pão comendo pra rua e um suquinho de caixinha devido ao atraso. kkk
O pessoal que já fez vários brasileiros o comentario foi de que essa foi a prova mais dura, devido as subidas na corrida. Primeiros 10km total de 4 voltas, foram 2 subidas em escalada por volta, na 1 volta já vi neguinho andando imagina na ultima, o ciclismo era num plano sem nenhuma subida , mais com muito vento contra, e muito buraco, tinha um buraco la que rezei pra ninguem se machucar pois era enorme, e os ultimos 5km de corrida passava novamente pelas subidas que comentei, quem terminou a prova pode se considerar um campeão.
Eu paguei no ciclismo dessa vez devido as subidas que eu não estava esperando, mais to feliz terminei na 4 colocação e to na vice liderança do campeonato com 135 pontos, atrás de fabricio bié de goias, falta mais 1 etapa em recife em novenbro. Agora vou falar com desrespeito com os atletas como comentei acima.

Desrespeito 1



Bom vamus começar primeiro a mudança de local da entrega dos kits e simpósio era pra ser no hotel oficial da prova, por isso muitos atletas já ficam no hotel oficial, afim de não prescisar se deslocar para outro local concorda? Pois é em cima da hora o local foi mudado para edificio das federações detalhe nem um email foi mandado pros atletas comunicando essa mudança, eu fiquei sabendo através do fabricio bíe de goias que me comunicou via msn. Pior de tudo o horario do simpósio 19 horas parece uma piada o horario que é pra os atletas estarem querendo descansar pra prova e a gente pra rua. No dia estava eu anderson e o filho dele de 11 anos tivemos que pegar metrô e passar por lugares muito feios com mendingos gente pedindo comida, bares podres parecia um zonão pra chegar nesse lugar , correndo risco de ser assaltado.
meio de BH nos concedeu uma carona até o local que estavamos senão teriamos que passar tudo de novo. E outra nossa janta foi pizza por não achar nenhum restaurante perto e por estar tarde. Isso é comida de atleta antes de prova???

Desrespeito 2



No dia da prova tudo pronto foi dado a largada, a prova correu tudo certinho na medida do possível pra todo mundo, a galera terminou muitas familias assistindo enfim normal como num dia de prova, acabou todo mundo comendo frutas tomando suas águas. Eis de que um cara avisa no microfone que não vai ter troféus nem medalhas porque a empresa que fez o trofeu não entregou ao pessoal da organização. Não da pra acreditar o evento já tava marcado no calendario a não sei quantos meses, e ai o pessoal do pódium que prescisa mostrar seus resultados pros seus patrocinadores como faz? E aquelas pessoas que simplesmente fizeram a prova pra terminar e mostrar a medalha de participação pras suas familias? No simpósio mesmo vi um rapaz falando pro organizador que era a primeira prova dele que com quanto tempo ele poderia terminar a prova. Ou seja com certeza ele ficaria feliz em receber sua medalha de participação e mostrar pra sua familia. E a elite vai receber o dinheiro prometido? No fim das contas a galera de cada categoria se reuniu e subiu no pódium pra tirarem fotos com suas máquinas afim de mostrar pros patrocinadores e familiares pra não perder a viagem. Só depois disso que a organização resolveu chamar todo mudo de novo pra foto oficial. O organizador dessa prova não estava nem ai quando pessoal ia falar com ele . Ele se chama BRUNO KHOURI intão se alguem for fazer alguma prova desse rapaz, pense bem antes. O duathlon já é um esporte com pouca visibilidade assim como no triathlon mais mesmo assim as provas de triathlon funcionam muito mais e tem muito mais gente isso acaba desanimando os duatletas que por fim acabam migrando pro triathlon.
Valeu pela atenção de todos isso foi um desabafo pois esse organizador não serve nem pra fazer provas de Campeonato de truco.
Eu sinceramente não participo mais de duathlon em BH.

sábado, 26 de junho de 2010

Congresso da prova


Fui no congresso mais cheguei no finalzinho, legal encontrar pessoal todo tem muita gente boa aqui, parece pelo que falaram vai rolar subida no percurso a pé ja o ciclismo vai ser plano, vamus ver o que rola, aproveitar e agradecer talles ``mineirinho´´ pela carona do congresso pro hotel, extremamente agradecido pelo povo de BH por ajudar a gente aqui, sempre estaremos juntos no que prescisar.






Brasileiro de duathlon no twitter mundo tri

E ae pessoal sera transmitido ao vivo o brasileiro de duathlon no twitter do mundo tri, estarei na categoria 25 a 29 anos torçam por min o link ta ai
http://twitter.com/mundotri

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Chegamos


Após 8 horas viajando chegamos em BH, estamos bastante cansados mais felizes por estar aqui, amanha rola o congresso técnico e estaremos la as 15 horas pra pegar o kit, e encontrar a galera que vai fazer a prova.
Bem vou nessa descansar!! Abraços

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tudo pronto pra prova


Agora ta quase tudo pronto pra prova, deixei pra arrumar as coisas em cima da hora de novo, hj vo fazer pedalzinho só pra relaxar, ja comprei géis, barra de proteina, malto agora eh só viajar, a unica coisa chata que não vou assistir o jogo do brasil pois bem na hora vo ta saindo daqui, mais vo ouvir na rádio neh.
Mais noticias da prova e da minha estadia em BH vo atualizar no meu twitter www.twitter.com/paulotriathlon

terça-feira, 22 de junho de 2010

Estratégias para uma boa maratona

POR MARCELO AUGUSTI (mr-running@uol.com.br)
Correr uma maratona, enfrentando os seus 42 km de percurso, não é uma tarefa das mais fáceis, porém, nada impossível desde que sejam adotadas medidas racionais para a sua realização. Mesmo entre os mais preparados e experientes corredores, a decisão de participar de uma maratona pede uma atenção especial aos pequenos detalhes, que podem fazer a diferença no momento da prova

Ao contrário das competições em distâncias mais curtas, a maratona exige do corredor uma dedicação maior aos treinamentos e uma atenção a alguns elementos que, a princípio, parecem de pouca importância e que somente durante a prova se manifestarão de modo decisivo às pretensões do atleta.

Assim, o calçado que será utilizado no dia deve ser testado anteriormente durante os treinamentos. O tênis de corrida deve estar perfeitamente ajustado, permitindo a dilatação normal dos pés do corredor e não causar atritos que possam provocar bolhas.

O vestuário (camiseta, calção e meias) não deve causar irritações na pele, como por exemplo, nos mamilos, nas axilas, na parte interna das coxas e nos calcanhares.

A vestimenta do corredor deverá ser testada com antecedência, apresentando-se confortável e adequada ao que se pretende, assim como a alimentação que antecede a prova e a suplementação que será utilizada. Nada de coisas novas e que nunca foram utilizadas nos treinos diários deve ser introduzido no grande dia. Isso é regra!

Independente da experiência do corredor em relação à maratona, as variações de percursos, as condições atmosféricas e as próprias condições de treinamento e preparação psicológica fazem com que praticamente cada maratona seja única.

Maratona: 32 + 10 km

Para se adquirir uma expectativa psicológica otimista, uma das estratégias adotadas por muitos corredores é dividir os 42 km em duas partes:

1) uma corrida longa de 32 km em ritmo confortável / moderado;

2) uma corrida de 10 km em ritmo forte.

A explicação para essa estratégia é que os maratonistas, em sua preparação, estão acostumados aos treinos longos de 32 km, sendo esta, portanto, uma distância muito familiar. Por outro lado, 10 km também é uma distância muito comum, já que os maratonistas costumam participar de elevado número de eventos nessa distância. Assim, os maratonistas devem, nos primeiros 32 km, apenas "correr", e nos últimos 10 km, "competir".

Quando se é capaz de imaginar uma corrida longa de 32 km e em seguida uma competição de 10 km, a nível psicológico, isso fica muito familiar ao corredor. Com isso, buscamos uma estratégia que facilite o comportamento emocional do corredor durante o trajeto. Mesmo que o ritmo dos últimos 10 km venha a cair por diversos motivos, o corredor estará preparado psicologicamente para enfrentar o esforço mais difícil, ou seja, o trecho final do percurso.

Nos longos, dois ritmos

Como dica de treinamento para adoção de tal estratégia, sugerimos que o corredor, ao realizar seus treinos longos, divida-os em dois momentos, sendo que, na primeira parte do percurso (1h20min-1h40min), o ritmo seja por volta de 5% menor que o ritmo normal de competição; na segunda parte do treino (20-40 min), o ritmo deve ser o mesmo previsto para a competição.

Para determinar o ritmo competitivo, propomos a realização do teste de 15 km, uma distância que atende perfeitamente as necessidades do maratonista em relação à sua capacidade tanto de resistência como de velocidade. O teste deve ser realizado em local preferencialmente plano e com a devida marcação.

Realizado o teste, calculamos a intensidade do esforço correspondente ao ritmo competitivo do corredor como sendo 0,85 da velocidade média dos 15 km, adotando o valor de -5% para a estratégia do treinamento.

É preferível ao corredor iniciar a prova em um ritmo ligeiramente mais lento que o previsto, adotando essa estratégia ao longo de toda a primeira parte do percurso (32 km), com o objetivo de preservar as suas reservas de energia (carboidratos).

Na segunda parte da prova, ou seja, os últimos 10 km, caso o corredor queira aumentar o seu ritmo com o intuito de alcançar um outro corredor ou um grupo de corredores mais à frente, o mesmo ainda terá uma reserva de carboidratos que será utilizada como energia para o aumento do ritmo e / ou a arrancada final.

Split negativo

Nos últimos anos tem acontecido de atletas de elite fazerem a segunda metade da maratona em um ritmo superior à primeira, fato este denominado de split negativo, sendo que muitos se preparam especificamente para tal, uma vez que nas principais provas do mundo a estratégia dos ponteiros é segurar o ritmo na primeira parte ou até o km 30 e só então começar a forçar. Isto, aliás, se verificou na sensacional vitória de Marilson dos Santos em Nova York 2006, assim como quando Ronaldo da Costa estabeleceu a melhor marca mundial (2:06:50) em Berlim 1998. Nos primeiros 21 km, Ronaldo correu no ritmo médio de 3:06 /km, e nos últimos a média foi de 2:56/km.

Mas correr a segunda metade de uma maratona em ritmo mais rápido do que a primeira não é nada fácil, mesmo para os bem treinados, por duas razões especialmente:

1) É muito difícil para o corredor manter um ritmo confortável no início, pois o mesmo se encontra cheio de energia e sempre surge a tentação de acelerar (é a falta de paciência que deve ser treinada!). Os corredores nunca se lembram do martírio que foi completar a segunda parte da última maratona disputada e acabam por cometer o mesmo equívoco, ou seja, correm no ritmo que se sentem bem no começo (não segurando) e "quebram" no final.

2) Devido à desidratação (que sempre acontece numa maratona, mesmo que o corredor procure se hidratar em todos o postos), que reduz o volume de sangue circulante e eleva a freqüência cardíaca (meio compensatório para enviar nutrientes aos músculos), ocorre uma diminuição na velocidade de limiar anaeróbio. Essa diminuição do ritmo de corrida é para compensar o aumento da concentração do lactato no sangue, evitando que o corredor pare de vez com a corrida.

Economia de esforço: fundamental

Na maratona, para que se obtenha o máximo em termos de economia de esforço (redução do gasto energético), uma opção é que o corredor mantenha uma variação mínima no ritmo competitivo. Essa variação mínima está compreendida entre -2% a +2% do ritmo de competição na maratona, ou seja, o corredor não deve se distanciar 2% acima ou abaixo do seu ritmo normal, pois isto implica em maior dispêndio energético e, em conseqüência, falta de combustível para a manutenção ou aumento do ritmo no trecho final.

Como exemplo, se um corredor, após o teste, tem como ritmo competitivo (85% do ritmo dos 15 km) o tempo de 4 min/km, a variação mínima adotada será de 3:56 - 4:04 min/km. Mas temos que considerar que percursos muito duros, com muitos aclives ou declives, "quebram" o ritmo do corredor, o que aumenta o gasto energético e resulta em pior resultado final.

Outro fator de elevada dificuldade para o corredor é a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar. Em temperaturas acima de 28ºC e umidade relativa maior que 60% é quase impraticável o alcance de um bom resultado competitivo. Nesse caso, como medida de precaução, podemos considerar uma perda no ritmo competitivo maior que 5% do ritmo normal.

Outra estratégia que deve ser considerada de muita importância é a reposição hídrica e energética durante a prova, e que deve ser ensaiada também durante os treinamentos longos.

Para evitar o "muro"

O objetivo de todas essas estratégias é a manutenção do ritmo de competição e seu posterior aumento no trecho final da prova, e também retardar a fadiga, evitando-se a "barreira dos 30 km" (ou por volta disso), quando o "urso monta nas costas" e tem-se a impressão de "bater contra a parede". Os maratonistas, mesmo os mais experientes, sabem muito bem do que estamos falando.

O equilíbrio físico e emocional é a pedra fundamental do exímio maratonista. Portanto, para quem pretende se preparar para os 42 km, a atenção aos detalhes e a escolha de uma correta estratégia de corrida são fatores que farão grande diferença no momento crucial da competição.