segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Manzan e planilhas

O triatleta Alexandre Manzan, maior nome do triathlon cross-country do Brasil, não segue planilha alguma para treinar. Conciliando suas rotinas de trabalho e treino, ele mostra que é possível conseguir o melhor dos preparos divertindo-se.
A MAIOR DIFERENÇA ENTRE VOCÊ e o triatleta brasiliense Alexandre Manzan, 35 anos, é o tempo final numa competição. De segunda à sexta, ele também concilia as sessões de treinamento com uma rotina integral de trabalho. Isso não o impediu, no entanto, de se transformar no maior nome do triathlon cross-country do Brasil, tornando-se uma das figuras mais destacadas do XTerra, o circuito mundial que é perseguido pelos melhores competidores dessa modalidade.

Não queremos te comparar a ele nem menosprezar todo o esforço que você faz para adicionar o esporte ao seu trabalhoso cotidiano. Muito menos te iludir de que é possível se tornar um atleta de elite da noite para o dia. Mas não há dúvida de que podemos todos aprender com um cara que tem pouco tempo para treinar durante a semana e que, mesmo assim, consegue preparo de qualidade.

A comprovação está nos resultados. Em 2008, Manzan foi campeão da etapa brasileira do XTerra, em Angra dos Reis, superando atletas de ponta consagrados, como o argentino Oscar Galindez e o norte- americano Brian Smith. No ano passado, ficou em terceiro na mesma competição, chegando atrás apenas do experiente canadense Mike Vine e do costariquenho Rom Akerson, uma das fortes promessas do triathlon mundial, vencedor daquela prova.
Esse ano, Manzan já venceu com Cristina de Carvalho a categoria dupla mista do Cruce de Los Andes (ultramaratona em trilha na Patagônia argentina e chilena) e papou a segunda etapa do XTerra Series, em Pedra Azul, no Espírito Santo. Mesmo com a mão quebrada depois de sofrer uma queda durante o trecho de mountain bike, ele conseguiu terminar na frente. "Terei que fazer uma cirurgia e, infelizmente, ficarei fora de algumas competições, como o XTerra Regional na floresta Amazônica", lamenta.

Mas ele já planeja a volta para o final de junho. Dia 26, pretende comparecer à terceira edição do Brasília Multisport, uma prova que mistura corrida, ciclismo e canoagem, em várias sessões alternadas, vencida por ele em 2008. E em setembro estará suando na etapa nacional do XTerra, em Angra. "A competição está no meu sangue. Aquela coisa de querer ser cada vez mais rápido, de se superar", assume. "Mas hoje sinto que o maior presente que o esporte me deu foi a qualidade de vida. Para mim, treinar significa estar no máximo da minha pureza." Ou seja, é preciso realmente curtir as horas de preparação, e não achar que o prazer está só na linha de chegada.

Em maio, Manzan completou 20 anos de triathlon. Nesse tempo, correu vários campeonatos mundiais da modalidade. Foi bi-campeão pan-americano em 1993 e 1994, vice-campeão mundial em 1996 e campeão sul-americano em 1998. Teve apenas um treinador, o experiente José Gustavo Souza de Alvarenga, que o auxiliou no início da carreira. "Hoje, la garantia soy yo", brinca. Além da facilidade de acesso à informação, Manzan já tem conhecimento sobre o próprio corpo. E essa sensibilidade, segundo ele, é o mais importante para qualquer atleta criar sua bagagem de treino. "Meu técnico é o meu corpo, ouço tudo o que ele fala. Quem está começando, geralmente quer fazer volume de treino. Só que quantidade, ao contrário do que se imagina, não garante resultados rápidos. Isso sem falar nas lesões que podem ser geradas em razão disso. Então um treinador pode ajudar bastante no começo."
A SEMANA DE MANZAN começa na segunda com 50 quilômetros de mountain bike pelos arredores de Brasília. Em seguida, ele volta para casa e vai trabalhar de carro. No fim do expediente, a piscina o espera para uma puxada de 3 quilômetros. Terça-feira é dia de ir pedalando ao trabalho - são 20 quilômetros até lá. Antes de voltar para casa, Manzan passa na natação para mais 3 quilômetros de exercício. "Alternar bike e natação é bom para mudar o direcionamento sanguíneo", acredita. "Quando você pedala, a circulação se concentra nas pernas, ao contrário de quando nadamos. E pedalar antes de nadar é importante para deixar o corpo acostumado com a troca de modalidade que acontece no triathlon."
Manzan é dos raros atletas que não se deixa enganar pelo "quanto mais, melhor". "Treinar demais é uma das coisas que definitivamente não funcionam para mim", diz, com franqueza. "Pode parecer vagabundagem, mas na verdade é fisiológico. Quando faço uma sequência de treinos muito intensos, meu corpo acumula cansaço, e o resultado não é o mesmo de quando treino mais na boa. Prefiro chegar às competições um pouco menos treinado, mas mais descansado e relaxado", ele diz. "Por isso saio para treinar pensando que será a melhor parte do meu dia. Quando você age dessa forma, seu corpo é capaz de otimizar aquele momento, e corresponderá melhor quando realmente for preciso." Deixar o treino com cara de lazer não significa se enganar, mas saber acelerar na hora certa. "Às vezes, indo para o trabalho de bike, percebo que estou num dia bom e resolvo estender o percurso, ou seguir por um caminho com mais subidas. Aí, aumento o ritmo ladeira acima."

Quarta-feira é o único dia útil da semana em que Manzan não nada. Normalmente vai trabalhar pedalando, em ritmo bem leve, e no início da noite chega em casa e já sai para uma corrida de 12 quilômetros. Dessa forma, aproveita o dia em três sessões de treino: uma de bike antes do trabalho, outra, de quarenta minutos, também sobre duas rodas, para voltar para casa, e a última, de uma hora de corrida. "O treino seccionado é um recurso que funciona bem comigo. Tenho um rendimento melhor do que se tentasse fazer um treino extenso, numa paulada só."

Quinta-feira é dia do treino longo - entre 15 e 20 quilômetros - de corrida em trilha. "Volto para casa, almoço mais cedo e vou trabalhar de carro. À noite, vou para a piscina, para o terceiro treino de 3 quilômetros da semana." A sexta-feira costuma ser uma repetição do dia anterior, já que ele terá sábado e domingo livres para se dedicar a uma sessão mais técnica ou mais longa de pedal. "No mínimo duas vezes por mês aproveito um sábado ou um domingo e me mando para Pirenópolis", diz ele, referindo-se à cidade que fica a cerca de 150 quilômetros de Brasília e que é o éden dos mountain bikers do planalto central. "Lá tem muitos rolês de bike, tanto para te tomar uma manhã inteira quanto os que podem ser feitos em circuitos curtos, de cerca de 10 quilômetros." Manzan quase sempre opta pelos mais longos, de 60 quilômetros, com bastante subidas. Finalizado o giro com a bike, ele aproveita o cenário para correr 6 quilômetros na terra. Quando não vai a Pirenópolis, pedala 120 quilômetros no asfalto, com bicicleta de estrada, o que corresponde, aproximadamente, ao tempo de treino com a mountain bike.
Apesar de ter organizado seus treinos dessa forma, Manzan garante que não é xiita e que há cinco anos aposentou suas planilhas. "Costumo treinar dessa forma, mas não é uma regra", garante ele. "Minha regra número 1 é não ter regra. Tenho a sorte de ter prazer em treinar todos os dias."
Mas, calma. Nem tudo está perdido se você não pode, como Manzan, se dedicar diariamente. "Três vezes por semana já dá para condicionar um triatleta, não para ser um campeão, mas para estar satisfeito consigo", garante Manzan. "Se esse fosse o meu caso, eu continuaria envolvendo as modalidades nos deslocamentos. Encaixaria duas em dois dos dias e, no terceiro, daria prioridade àquela de maior deficiência. Quinzenalmente também faria um trabalho de qualidade. Alteraria um fartlek (treino intervalado) com um treino mais longo de alguma das duas melhores modalidades." Ou seja, com a intenção de otimizar o tempo mínimo, a saída seria um treinamento cíclico, que não se repetiria semanalmente.
"A MINHA NATAÇÃO É UMA MERDA", exagera ele, quando questionado sobre a sua expertise técnica. "Nas provas de triathlon até consigo sair da água perto dos primeiros colocados, mas é porque treinei muito para compensar a falta de técnica com força física." Manzan põe a culpa na pouca flexibilidade que tem nas costas, o que encurta o movimento dos braços dele e o torna ligeiramente desalinhado. "Além de essa defasagem limitar a extensão das minhas braçadas, gasto mais energia, porque tenho que compensar o movimento com a musculatura." E não deu outra: de todos os exercícios sugeridos pela reportagem "Teste-se", publicada na página 87 desta mesma edição de Go Outside, o único em que Manzan levou bomba foi o teste da Mobilidade Funcional. "Não tive problemas com o exercício A, mas fui reprovado no B, agachamento profundo", admite. Manzan "gabaritou" todos os outros testes, por isso resolvemos dar uma cancha e manter a nota 10 do título desta reportagem.

Se na natação Manzan sofre um pouco, no ciclismo ele mostra sua maior evolução. Por vir do triathlon clássico, em que se pedala e corre no asfalto, ele teve que passar por um processo de adaptação para não ter que botar o pé no chão nas trilhas mais técnicas. E tirou isso de letra. "No mountain bike você reaprende a pedalar, já que a técnica do ciclismo de estrada é muito mais simples", compara. Some-se a isso o fato de que os principais adversários dele no circuito XTerra, como o canadense Mike Vine, são verdadeiros ases do mountain bike, e que essa é a modalidade que praticamente decide a prova, e você terá ideia de quanto Manzan teve que literalmente pedalar para estar entre os melhores do mundo. "Os gringos treinam muito pedal. Sou satisfeito com meu desempenho porque não sou um atleta em período integral", pondera.
Se pudesse, Manzan diz que investiria mais em intensivões de cada modalidade, como se isolar durante um mês em Pirenópolis e, assim, aumentar o volume de pedal. "Claro que não deixaria as outras atividades totalmente de lado. Mas, quando você se dedica a apenas uma modalidade durante um intervalo de tempo, adquire uma bagagem impressionante, que pode ser mantida pelo ano inteiro." É para corrigir um pouco essa defasagem - além, é claro, de conhecer novos lugares - que, todo ano, ele se joga em uma expedição de cicloturismo. "São os quinze dias que fazem a diferença e que me dão uma confiança inexplicável para continuar treinando motivado durante todo o ano", garante.

Já na corrida, assim como na natação, a técnica é um fundamento difícil de ser adquirido depois de adulto. Mas, ao contrário do que acontece na água, a troca de passos é um dom nato de Manzan. Com uma biomecânica perfeita, ele alarga as passadas sem prejudicar o ritmo, e seus pés têm recepção e transição alinhadas com o solo. Além disso, ele consegue manter o tronco ereto, corrigindo bem os desequilíbrios com os braços. "É gritante a superioridade da minha corrida em relação às outras duas modalidades, principalmente a natação. Nem a falta de flexibilidade atrapalha quando estou correndo", reconhece. Tanto que é na corrida, a fase derradeira das provas de triathlon, que Manzan se transforma no Pac Man e, mesmo que não consiga ultrapassar os competidores que ficaram à sua frente na natação e na bike, pelo menos diminui absurdamente a diferença. Isso, sim, é regra para ele.
"Ao contrário do ciclismo de estrada, o mountain bike não é apenas força de pedalada, tem a questão de lidar com terrenos irregulares em declives e aclives"


HÁ CERCA DE UM ANO, Manzan descobriu outra brincadeira: o treinamento funcional, que trabalha simultaneamente diferentes grupos musculares em associação com outras habilidades, como equilíbrio, alongamento e resistência. "Na prática, eu executava esses exercícios muito antes, andando de skate e na prancha de equilíbrio que meus amigos escaladores já tinham há algum tempo." A parte teórica do treino ele pesquisou em livros e revistas e, hoje, encaixa exercícios que mexem, principalmente, com a propriocepção. "Eu não tenho histórico de lesão por torção em prova. A sorte pode até ter me ajudado, mas o fato é que também incluo o treinamento funcional no meu dia: escolher o pior caminho, pular de um banco a outro na praça, me equilibrar num toco instável, pisar numa tábua que você sabe que está solta para, em seguida, tentar realinhar o corpo. São coisas inesperadas, criadas à base do improviso, mas que acabam sendo produtivas nos momentos em que precisará de uma resposta rápida até para evitar uma contusão, por exemplo."

Na bike, o desequilíbrio é parte da brincadeira. Por isso, Manzan enxerga no mountain bike um autêntico treinamento funcional. "Ao contrário do ciclismo de estrada, o MTB não é apenas força de pedalada, tem a questão de lidar com terrenos irregulares em declives e aclives."

O que se ganha treinando e agindo dessa forma? E a resposta passou longe de mais vitórias no currículo. "Versatilidade", respondeu de primeira. "Não me considero um exímio nadador, ciclista, corredor ou remador. Mas até se você me chamar para subir uma montanha eu vou."

Revista Go Outside

domingo, 29 de agosto de 2010

MTB Joaquin Egídio-SP

Ontem estivemos em Joaquim Egidio-sp pra fazer um pedal casca grossa, pra quem gosta de subida ou esta treinando pra uma prova na terra é o melhor local pra treino, tava uma galera junto junior, fabio, davison, japa, jeff, ito e mais alguns que nao me recordo nome. Não sabia ao certo o percurso só que tinha informações que chegava a 60km de pedal na terra, e o detalhe quase não tem reta é subida e descida tempo todo, quando acha que acabou a subida ela faz uma curva e sobe de novo. Pedalei tempo todo forçando nas subidas junto com o jeff, davison e o ito, belo treino.
Olha não foi fácil foi o treino mais dificil que eu ja fiz de MTB, mais no final todo mundo ficou contente.
Quando terminamos eu e o Ito fizemos uma corridinha pra aliviar peso nas pernas.
Tivemos apenas 2 pneus furados, e um cambio traseiro estourado, mais no fim tudo deu certo, foram mais de 4 horas de pedal subindo morro, e ainda fui trabalhar mais 12 horas no hospital, mais faria tudo de novo!!
Bons treinos






quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Treinos insanos

Como preparação pro x terra que vai ser minha primeira prova principal no semestre, tenho feito varios treinos de MTB com muita subida. Geralmentem a segunda feira é pra fazer um desses treinos com meu amigo anderson furlan que ja pedala a bastante tempo, nessa segunda fizemos um treinão com uma subidas de deixar qualquer um acabado, porem foi bem produtivo. Mais vo comentar sobre o treino de ontem.
Era 13:00 quando resolvi sair pra treinar disposto a pedalar forte se possível em ritimo de prova, o sol tava castigando marcando 32 graus, passei protetor solar peguei minha MTB e fui pedalar.
Um dos percursos que estamos acostumado a fazer tem muita subida e é extremamente técnico, é um local bem legal com subida descida dowhill, areião o lance é pra sofrer mesmo, a gente apelidou la de túnel do tempo rsrs, por ser um local fechado com single tracks etc...
A uútima vez que passei por la com meu amigo mauricio fizemos em 1 hora até o fim do túnel do tempo, ontem fechei em 34 minutos, tava realmente forte.
Pra ir nesse local passamos pela fazenda morro azul um lugar histórico em limeira por ter hospedado, duas vezes o Imperador Pedro II, é conhecida na região, como a Fazenda do Imperador, mais precisamente, como Casa de D. Pedro.
Na área externa o visitante se delicia com um riacho de pedras, a floresta com seu centenário jequitibá, a gruta construída pelos escravos e um magnífico conjunto de salas de banho, constituindo as Ruínas das Termas do Imperador, muito massa o local.
O pedal seguiu até a cidade de cordeirópolis aonde parei num posto de gasolina encher minha caramanhola, no total foram 2 horas e meia de pedal forte.
Com o calor insuportável a ingestão de liquidos é extremamente importante acabei consumindo 1500ml de água, 500ml de maltodextrina, 1 gél, 2 bananas.
Cheguei em casa bem cansado, o sol castigou sentia meus braços queimarem, até achei que foi loucura sair treinar nesse horario.
Descansei por umas 3 horas e sai pra fazer o treino de corrida num parque da cidade também em ritimo de prova. Fiz 5 voltas pra 19:45 meu amigo furlan disse que a volta teria 1100m, uma vez achu q marquei 1090, enfim foi mais ou menos 3:30 ou 3:35 o km quase 6km , que considerei bom depois do pedal que fiz, por fim trotei mais 2 km e fim de treino.
Achei que o dia rendeu muito,é só prosseguir nos treinos agora!!!
Abraços e bons treinos

domingo, 22 de agosto de 2010

Ansiedade pré, durante e pós-competição: o que fazer?

“Só de pensar no dia da prova já me dá dor de barriga”, assim dizia um atleta que atendi fazendo sua preparação psicológica para o Ironman. Só a idéia de estar lá na largada, com aqueles atletas todos ao seu redor, ouvindo a contagem regressiva, você já respira fundo e pensa “Será que vou conseguir?”.

Imaginar o momento da largada, a prova em si e até mesmo a chegada pode ser muito motivador, afinal, é para isso tudo que você está treinando todo Santo dia, acordando cedo, suando tudo o que tem direito e mais um pouco. Ao mesmo tempo alguns “medinhos” começam a aparecer e a ansiedade dá os primeiros sinais de existência.

E se chover? E se estiver ventando? E se estiver frio? E se estiver calor? E se eu cair? E se eu desidratar? E se eu não conseguir? E se eu conseguir??? Tantas incertezas que só terminam na linha de chegada. Não dá mesmo para prever o que realmente vai acontecer no dia da prova, mas, certamente é possível se preparar para o dia fatídico!

Hoje em dia, quando se fala em treinamento já se sabe que não basta seguir a planilha, deve alimentar-se direito, descansar, ter um bom equipamento e preparar também a cabeça para manter a motivação, a concentração e a calma para ir confiante.

Durante muito tempo as pessoas achavam que para se consultar com um psicólogo tinha que estar louca, ou já no “fundo do poço”. Pois a psicologia evoluiu e, melhor ainda, a psicologia do esporte evoluiu. Aquela coisa de entrar no consultório e deitar-se no divã se transformou em algo muito mais dinâmico e ativo, e também funcional. Sem desmerecer aqueles que ainda trabalham no divã, talvez para esportistas trabalhar de maneira um pouco mais dinâmica fique muito mais interessante.

A preparação psicológica deve fazer parte de todo o treinamento. Não adianta muito aparecer no consultório do psicólogo uma semana antes da prova e esperar que ele faça milagres por você. É como querer correr uma maratona e começar a treinar uma semana antes!

Procure, desde o inicio do treinamento, um bom profissional, com experiência e que esteja sempre se atualizando no que há de mais eficiente em técnicas mentais para preparação psicológica de esportistas. Diversas pesquisas podem ser encontradas abordando o tema e mostrando os resultados do uso de algumas destas técnicas no treinamento. Cumming e Hall (2002), por exemplo, pesquisaram o uso de mentalização em esportistas recreacionais, provinciais e nacionais. Segundo os autores, os esportistas nacionais acham a mentalização mais relevante que os esportistas recreacionais. Os autores também descobriram que os atletas de maior nível (provinciais e nacionais) usam mais mentalização em uma semana e ficam mais horas totais praticando mentalização que os recreacionais.

O treinamento mental para preparar-se para uma competição pode envolver técnicas como mentalização, relaxamento e até hipnose. As possibilidades são muitas, e a técnica mais adequada é aquela que melhor funciona para o atleta.

Geralmente, a ansiedade aparece por alguma insegurança, que pode ser normal, apenas na forma de “ativação” (você não quer ir para uma competição TOTALMENTE relaxado, não é?), ou pode ser mais intensa, como um medo ou talvez até um certo pânico.

Algumas coisas simples podem ser feitas para que esta ansiedade diminua e você consiga manter-se concentrado e tranqüilo antes, durante e até depois da competição.

1) Estabeleça um objetivo para a prova possível e ao mesmo tempo motivador;
2) Focalize não apenas resultados, mas como você quer fazer essa prova (características físicas e psicológicas);
3) Visualize você fazendo a prova com essas características e alcançando seu objetivo;
4) Faça essa mentalização apenas o número de vezes necessário para mantê-lo motivado;
5) Confie em você mesmo, e no dia da prova faça tudo o que você sempre faz nos dias de treinamento (o que você come, seus rituais de treino, roupas confortáveis, etc.);
6) E, finalmente, caso você não obtenha o resultado desejado, analise a prova com olhos de observador: o que você fez certo, o que não deu muito certo, e o que pode melhorar e mudar para a próxima vez. Lembre-se: se o que você está fazendo não está dando certo, faça algo diferente!

Um abraço para todos e bons treinos físicos e mentais

Por Daniela Schramm Szenészi daniela.psiesporte@gmail.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Treino na terra com tiro

Ontem eu e meu amigo mauricio saimos pedalar na terra, pegamos muita subida quanto mais melhor pois treinando pro x terra tem que ser assim, ele ficou muito tempo sem pedalar mais mostra que ainda esta em forma, foram 3 horas de treino em ritimo forte.
Num determinado momento passando por uma chacara um cachorro resolve correr atras de min, corri por uns 500m com ele tentando morder meu pé e ele nao desistia, abaixei a cabeça quanto mais força fazia mais louco ele ficava, eu olhava pra tras meu amigo rachando de rir, quando o cão desistiu de min correu mais uns 300 m atrás do mauricio e eu só rindo.
Foi um verdadeiro treino até porque nesse exato momento tinha acabado minha água, malto, banana.
A partir dai rezamos pra chegar na cidade mais próxima no qual paramos em uma padaria pra comer pão e tomar uma coca gelada, nem acreditei.
Chegando em casa corri 3km pra destravar as pernas um pouco, minha rinite ta atacada também to sofrendo um pouquinho mais logo melhora.
Bem vou ficando nessa bons treinos

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

2 semestre

Bem passado o primeiro semestre com metas cumpridas , estamos no segundo semestre e muitas duvidas no ar, no começo do ano tinha uma meta formada e tudo deu certo e agora muitas duvidas em termos de provas e treinos. Todo mundo ja passou por isso durante o ano, acordei esses dias pensando será que to treinando o suficiente pra minha primeira prova nesse segundo semestre? o volume esta bom? os treinos estão rapidos? enfim fiquei com pulga atrás da orelha, enfim treinar mais do que treino não da porque trabalho, intao o negocio sao treinos produtivos, estou focado 100% no que estou treinando e acho que isso é o suficiente, independende de qual colocação ficarei o sentido melhor da coisa é fazer uma boa prova acima de tudo e que tudo corra legal, fiz muitos amigos nessa metade do ano competindo e viajando, no qual ainda espero encontra-los em futuras provas.

Quanto as provas do segundo semestre as datas são muito próximas uma das outras panamericano, x terra, long distance, tinha uma vontade de completar uma maratona ainda esse ano mais ta tudo perto uma da outra, fazendo com que eu tenha que escolher, ai que fico na duvida estou meio sem metas ainda, tirando o x terra que é certeza, tenho que saber logo o que eu quero fazer, prometo que semana que vem ja devo ter isso em mente e planejado!

Independente de que provas farei tenho certeza que vou fazer o meu melhor!!!

Bons treinos a todos e bom segundo semestre!!!

domingo, 15 de agosto de 2010

Copa interior de triathlon/duathlon

Hoje estive em itirapina-sp junto com meu amigo anderson e familia, na prova da copa interior. Eu fui apenas assistir ja que descanso faz parte do treino se é que 31 horas acordado é descanso porque estava de plantão no hospital a noite e fui direto prestigiar os amigos.
A prova foi marcada por alguns erros,como staff despreparados e muito poucos por sinal, na corrida varios atletas se perderam, inclusive na hora da transição só tinha 1 staff la e ainda assim ele nem explicava pro pessoal que pra sair da transição tinha que correr pra baixo, ai eu fiquei na transição orientando o pessoal, meu amigo espanhol se perdeu na corrida ele estava na frente do meu amigo anderson, ai num gesto legal na linha de chegada o anderson chegou de mão dadas com o cara e avisou o organizador que o rapaz tinha chegado em 2 pois os staffs nao orientaram ele. È uma pena isso acontecer porque na etapa anterior corri la e foi tudo direitinho.
O resort aonde foi a prova é um lugar show de bola, o frio hoje estava tremendo não sei como pessoal caiu na água, o vento também estava terrível. O numero de participantes diminuiu talvez por causa do frio, hoje foi facil ver o pessoal do triathlon fazendo duathlon pra não entrar na água.
Parabens ao espanhol 2a colocação e meu amigo anderson 3a colocação no duathlon. E ao carlão que foi 1a colocação no olimpico.
Confesso que ficar de fora da aquela vontade de fazer mais eu tava de plantão no hospital na noite anterior ai descansei um pouquinho.
Se deus quiser x terra em outubro vo estar preparado pra prova!!